sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

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Lisboa: No cabeleireiro solidário só paga quem pode

Lisboa: No cabeleireiro solidário só paga quem pode
A Associação Renovar a Mouraria, em Lisboa, lançou um serviço de cabeleireiro onde os utentes só pagam aquilo que podem - e se não puderem não pagam. O cabeleireiro solidário abre todas as quartas-feiras de manhã e também funciona ao domicílio.

por Patrícia Maia

O cabeleireiro solidário foi lançado este ano porque a associação identificou “a necessidade deste serviço entre a população local, sobretudo junto das pessoas mais idosas que têm dificuldade ou pouca motivação para sair de casa”, explica ao Boas Notícias Filipa Bolotinha, da direção da Renovar a Mouraria.

Nestes casos, o serviço de cabeleireiro oferece também aos idosos um “momento de convívio e partilha”, seja na associação seja na própria casa do utente, através do serviço ao domicílio.

Muitos dos clientes são “encaminhados pelos parceiros da Renovar a Mouraria, como é o caso da associação Mais Proximidade, Melhor Vida que presta apoio domiciliário a idosos da zona”, explica a responsável.

“No outro dia conseguimos trazer até cá [à associação] uma senhora do Largo da Severa que raramente sai de casa. Nem imagina a transformação da senhora desde o momento em que chegou até sair com o cabelo cortado, enquanto conversava connosco”, recorda Filipa.

O serviço é fornecido por uma colaboradora da Renovar a Mouraria, Sandra Possolo, que já foi cabeleireira. O espaço tem o equipamento básico – shampoos, tesoura, secador, produtos de esterilização – oferecendo os serviços tradicionais, desde a lavagem ao corte e secagem.

O cabeleireiro solidário, projeto apoiado pela Junta de Freguesia, só começou a funcionar de forma regular (nas manhãs de quarta-feira ou ao domicílio) no final do Verão, mas já prestou serviço a cerca de 30 utentes.

Qualquer pessoa pode usar o cabeleireiro, mediante marcação prévia, sendo que a associação pede a quem pode que deixe um donativo “para que o serviço possa crescer e chegar a mais gente”.

Clique AQUI para saber mais sobre este serviço.

boasnoticias.pt

Artista portuguesa premiada em Nova Iorque

Artista portuguesa premiada em Nova Iorque
A artista portuguesa Beatriz Albuquerque recebeu o prémio de Arte Myers, da Universidade de Columbia, com a obra de arte 'Action Game', que está em exibição a partir de hoje e até 14 de Novembro, na galeria Macy, em Nova Iorque.
 
As peças dos vencedores da Competição de Arte Myers, organizada desde 2010, passam a fazer parte da coleção, depois de terem passado por um júri compostos por professores, artistas e alunos.

A artista portuguesa, considerada uma das jovens artistas mais emergentes da atualidade, já tinha apresentado na mesma galeria nova-iorquina a instalação 'Crise na Sorte', da sua autoria, como o Boas Notícias revelou em 2013.
 
"Este prémio é importante porque incentiva, de várias formas, a criação artística e performativa. Fazer parte de uma coleção, de um acervo que é continuamente mostrado em várias exposições, faz com que esta peça artística, performativa e interativa, seja vista e manuseada por um público variado", explicou Beatriz Albuquerque em declarações à agência Lusa.
 
A artista explica que a sua peça é um jogo de roleta, com objetos impressos e moldados em três dimensões, como uma arma de cerâmica ou uma bala gigante. No final, os participantes usam uma pistola para escolher quem joga a seguir ou o que oferece como prémio.
 
"A ideia para esta peça surgiu com o filme 'The Deer Hunter' ['O caçador', de Michael Cimino], de 1978, que me trouxe uma metáfora de como resolver uma questão através do uso de um jogo macabro, que é a roleta russa. Tendo isto como partida, comecei a explorar as diversas interpretações dos objetos em si, o revólver e a bala única", explicou.
 
A 06 e 08 de Novembro, a artista apresenta, no ArtCenter/South Florida, em Miami, uma variação do projeto 'Crise na Fortuna', que recebeu o Prémio Revelação da 17.ª Bienal de Cerveira, no ano passado.
 
O trabalho de Beatriz Albuquerque já foi mostrado em vários países como o Brasil, Turquia e Colômbia, tendo já recebido o prémio Myers, da Universidade de Columbia, e o prémio Ambient Series Performance, do Festival de Performance Edge.

Clique AQUI para aceder ao site oficial da artista.

boasnoticias.pt

Energia: Uma batata chega para iluminar um quarto

Energia: Uma batata chega para iluminar um quarto
Pode parecer estranho, mas, auxiliada por placas de metal, alguns fios e lâmpadas LED, uma única batata tem potência suficiente para iluminar um quarto durante mais de um mês a baixo custo. A conclusão é de uma equipa de investigadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel.
 
Desde 2010 que o cientista Haim Rabinowitch e os colegas têm trabalhado com o objetivo de criar aparelhos "movidos a batata", extraindo energia elétrica deste tubérculo e baseando-se numa técnica conhecida desde 1780 - quando o italiano Luigi Galvani fez as primeiras experiências do género - que, agora, melhoraram substancialmente em laboratório.
 
O sistema funciona de forma simples, conforme explicaram os investigadores numa entrevista recente à BBC: a bateria de batata é criada com o auxílio de dois metais - um ânodo, como o zinco, com elétrodos negativos, e um cátodo, como o cobre, com elétrodos negativos - e, em contacto com ambos, o ácido no interior do tubérculo desencadeia uma reação química que leva à libertação de energia.
 
"Uma batata tem potência suficiente para iluminar um quarto com uma lâmpada LED durante 40 dias", disse Rabinowitch à cadeia televisiva britânica, defendendo que pode ser economicamente viável utilizar batatas como fontes de energia onde faltarem alternativas.
 
Segundo o cientista, trata-se de "energia de baixa voltagem, mas é suficiente para construir uma bateria que poderia carregar telemóveis ou computadores portáteis em locais onde não há uma rede energética".
 
No decurso dos testes realizados nos últimos quatro anos, Rabinowitch e os colegas descobriram alguns "truques" que podem aumentar a energia produzida.

Cozinhar as batatas durante oito minutos, por exemplo, reduz a resistência e facilita o movimento dos eletrões, produzindo mais energia, ao passo que partir a batata em quatro ou cinco pedaços aumenta a eficiência energética em até 10 vezes.
 
A análise de custos feita pela equipa sugere que uma simples batata cozida ligada a placas de cobre e zinco é capaz de gerar energia elétrica ao preço de nove dólares (cerca de sete euros) por KW/hora, um custo inferior, por exemplo, ao custo da energia gerada por uma pilha alcalina AA de 1,5V, que pode chegar a ser 50 vezes maior.
 
Uso de alimentos como fonte energética é polémico
 
Embora a batata seja um alimento barato, fácil de armazenar, de longa duração e muito produzido a nível mundial - em 2010, o mundo produziu 324 milhões de toneladas de batatas - a sua utilização como fonte de energia elétrica é polémica.
 
Num planeta onde 1,2 mil milhões de pessoas não têm acesso à luz elétrica, Rabinowitch acredita que esta poderia ser a solução, mas, para as autoridades responsáveis, a questão é mais complexa do que possa parecer devido aos elevadíssimos números da fome.
 
 "A primeira pergunta que temos de fazer é se há batatas suficientes para comermos", alerta Olivier Dubois, da FAO, agência das Nações Unidas para a agricultura e os alimentos, citado pela BBC.

No Quénia, por exemplo, a batata é o segundo alimento mais consumido a seguir ao milho, o que tornaria o seu uso como fonte energética impraticável.

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Lince ibérico ganha dois mil hectares para viver

Lince ibérico ganha dois mil hectares para viver
O lince ibérico acaba de ganhar dois mil hectares de terrenos para viver nas regiões que constituem o seu habitat natural em Portugal, o que permitirá que, em breve, a espécie seja libertada em território nacional.
 
A disponibilização destas áreas resulta da assinatura, presidida esta quinta-feira, em Mértola, pelo Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza, dos primeiros contratos entre o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e os proprietários de terrenos com vista à reintrodução destes felinos.
 
Em comunicado enviado ao Boas Notícias, o secretário Miguel de Castro Neto afirma que este é "um passo decisivo no projeto, iniciando a definição geografica em estreita colaboração com os proprietários e gestores do local de reintrodução do lince ibérico".
 
Com a assinatura destes protocolos, os proprietários mostram-se disponíveis para promover a espécie nos seus próprios terrenos - que correspondem ao habitat natural do lince.

Desta forma, poderão, segundo o ICNF, "ver as suas propriedades adquirir maior valor económico por via do interesse" que este que é um dos animais mais ameaçados do mundo "vai suscitar no turismo da Natureza, como aconteceu em Espanha".
 
O esforço com vista à preservação do lince ibérico ficou também estabelecido com a assinatura do Pacto Nacional para a Conservação do Lince Ibéico, que foi subscrito pelos municípios de Penamacor, Moura, Beja e Silves, por associações de caça e outras entidades públicas e provenientes da sociedade civil.
 
Na mesma ocasião, Miguel de Castro Neto homologou ainda o Projeto SOS Coelho Bravo, financiado pelo Fundo de Conservação da Natureza no valor de 180 mil euros e que visa encontrar estratégias para estabilizar as populações desta que é a principal presa do lince ibérico.

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Dupla lusa nomeada para prémio de moda britânico

Dupla lusa nomeada para prémio de moda britânico
Esta quinta-feira, a dupla portuguesa Marques'Almeida foi nomeada, pelo segundo ano consecutivo, para os British Fashion Awards, prémios britânicos da moda, na categoria de Talento Emergente - Moda feminina.
 
Composta por Marta Marques e Paulo Almeida, a dupla de designers participa desde 2010 na Semana da Moda de Londres, cidade onde se instalaram em 2009.
 
Os dois portugueses criaram uma coleção de 68 peças para a marca britânica TopShop e as peças estão à venda desde Outubro estando disponíveis em todo o mundo através da internet, como o Boas Notícias noticiou no início do mês.
 
A Marques'Almeida tem como material de eleição a ganga com inspiração nos anos 90, particularmente o movimento 'grunge', e tem peças em mais de 25 pontos de venda em todo o mundo, embora não esteja presente em Portugal.
 
Voltar a apresentar coleções na capital portuguesa não está “para já” nos planos dos Marques’Almeida. “Mas não sabemos o que o futuro pode reservar”, disseram os designers à agência Lusa.
 
As peças que os dois designers desenharam aparecem frequentemente em revistas e blogues de moda, vestidas por várias atrizes ou modelos, e a crítica especializada considera-os um dos novos talentos da moda internacional.

Clique AQUI para aceder ao site oficial da Marques'Almeida.

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