sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

artigos duvidosos

Li há algumas semanas num blog, que até costumo ler com frequência, que tinham começado uma serie de entrevistas com "pessoas amigas da terra",qual o meu espanto que ao fim de duas entrevistas, não apareceu mais alguma, ora esta pausa deixou-me a pensar e questiono-me. será que não existem figuras amigas da terra? Serão unicamente só estes dois entrevistados os amigos da terra?!E porquê eles concerteza que haverá pessoas com mais trabalho feito de que estes jovens, pessoas com mais idade que já deram muito a esta freguesia...pensem nisso.
Pessoa que ama a terra é obrigada a sair dela para outro país para vir viver os anos da sua vida quando tiver uma vida estável e assim volta à terra para usufruir dos bens amealhados durante anos e anos de trabalho fora do seu pais e decide vir passar os anos que lhe resta junto de quem mais gosta. Isso é ou não amar a terra?
Decepcionou-me esse blog que era uma das formas de matar saudades do meu querido Portugal, deixem as pessoas expressar-se mesmo que não seja a opinião favorável, são tendenciosos. Como eu existem a trabalhar fora do país muito jovem que participa nesses blogs para ver as novidades da terrinha desde que isentas e com direito à liberdade de expressão!!!


ass:grupo de emigrantes em França r.a.b.c.

Recém-nascidos têm sensibilidade musical

Um estudo da Universidade Vita-Salute del San Raffaele, em Milão, verificou que os recém-nascidos são sensíveis às notas musicais e que têm capacidade para reconhecer as dissonâncias e mudanças de tom das melodias logo nos primeiros dias de vida.

De acordo com os investigadores, este estudo poderá ser importante na medida em que contribuiu para determinar se a percepção da música é inata ou resultado do ambiente em que um bebé vive.



Os autores desta investigação, cujos resultados foram publicados na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, recorreram a 18 recém-nascidos, a quem apresentaram três excertos de músicas com a duração de 21 segundos. O primeiro era uma melodia tocada em piano, o segundo era semelhante, mas com algumas notas num tom mais alto. Já o último excerto era totalmente dissonante.

Enquanto ouviam as melodias, os bebés foram submetidos a ressonâncias magnéticas que permitiram verificar quais as partes do cérebro que eram activadas durante o processamento das informações recebidas pela música. Os investigadores constataram assim que em todos os casos, o hemisfério direito do cérebro foi activado, nomeadamente as mesmas zonas que são activadas durante a apresentação de excertos musicais de músicas para adultos. Já quando ouviram as músicas alteradas, a activação do hemisfério direito foi mais fraca, em prol de uma zona do hemisfério esquerdo que foi activada.

"Esses resultados mostram que o cérebro dos recém-nascidos apresenta capacidades de percepção da música desde as primeiras horas após o nascimento", consideram os investigadores, acrescentando que "além disso, eles já estão aptos a reconhecer as dissonâncias e as mudanças de tom".

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

homenagem a todos os emigrantes que passam bastante tempo longe da sua familia e do seu país.

Vacina de açúcar para resistir a temperaturas tropicais

As vacinas do futuro poderão ser como dar um rebuçado a uma criança. Segundo uma equipa de investigadores da Universidade de Oxford (Reino Unido), o fármaco não necessitaria de refrigeração e apenas custaria uns cêntimos.

Segundo Matthew Cottingham, investigador britânico, estas vacinas poderiam aguentar temperaturas tropicais até 45º Centígrados, durante seis meses – o que seria um importante contributo para o tratamento da Malária, por exemplo. Antes de salvar os infectados é necessário proteger os vírus modificados, que portam a imunização e caso não exista um frigorífico, não haverá vacina que resista.

Nos países africanos e asiáticos, as altas temperaturas representam um problema e por isso, o fármaco escasseia rapidamente ou, em caso de garantirem refrigeração, “o preço sobe até 20 por cento”, segundo a Organização Mundial de Saúde.

A novidade baseia-se na sacarose, do açúcar normal usado para adocicar o café, e num outro composto do mesmo género, a trealose (um dissacarídeo). Cottingham e a sua equipa experimentaram misturar as substãncias com dois tipos de vírus usados em vacinas. Posteriormente, esperaram que a mescla repousasse e que a água evaporasse por completo, de onde resultou um cristal sólido de açúcar que contém o vírus imobilizado.

@@É só juntar água

“O cristal pode ser empacotado e enviado para qualquer parte do mundo e uma vez chegado ao destino é só juntar água para obter a solução”, contou o investigador. Mesmo que passem seis meses e que a temperatura suba até aos 45º Centígrados, “a vacina continuará eficaz e se o termómetro apenas subir aos 37º, poderá aguentar um ano”.

Cottingham assegura que o sistema poderá funcionar com actuais vacinas para o sarampo e a febre amarela. Contudo, o objectivo é criar uma nova geração de fármacos contra a malária, sida e tuberculose. Muitos destes tratamentos incluirão adenovírus e o chamado ‘poxvírus’ para a inoculação.

A equipa recebeu uma verba de dez milhões de dólares (7 370 826 euros) da Fundação Bill e Melinda Gates, para desenvolver o estudo, que se prevê estar pronto em cinco anos.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Amigo não tem defeitos.excerto do livro A MINHA TERRA O MEU LUGAR

A dona de uma loja de animais, “Patas e Pêlos”, em Gaia, a SrªFátima, pôs um anúncio na porta:
-“Vende-se cachorrinhos”.
Esses anúncios atraem sempre as crianças e, pouco depois, um menino, o joãozinho, entrou na loja e perguntou:
-“Qual é o preço dos cachorrinhos?
A Sr.ª Fátima respondeu:
-“Entre quinze e trinta euros.
O Joãozinho levou a mão ao bolso e pegou numa nota de cinco euros.
-“Só tenho cinco euros. Posso vê-los?
A senhora sorriu ….
Da parte de trás da loja saiu um cãozinho a correr seguido por cinco pequenos cachorrinhos. Um deles estava a ficar para trás. O menino imediatamente apontou para o cachorrinho que estava a coxear.
_”O que é que aconteceu aquele cachorrinho? -perguntou.
A Sr.ª Fátima explicou-lhe que, quando o cãozinho nasceu, a veterinária lhe disse que tinha um defeito numa perna e que ficaria coxo para o resto da vida.
O menino Joãozinho, emocionado, exclamou:
-É esse o cãozinho que eu quero comprar!
Admirada, a Sr.ª Fátima respondeu:
-“Não, não vais querer comprar esse cãozinho. Se realmente o queres, eu ofereço-te. É um presente que eu te dou.
O Joãozinho ficou muito triste e, olhando a Sr.ª Fátima directamente nos olhos, disse-lhe:
-“Eu não quero recebê-lo oferecido. Ele vale tanto como os outros cãezinhos e eu pagarei o preço todo. Agora dou-lhe os meus cinco euros, mas durante dois meses virei trazer-lhe os euros que faltam, até o pagar completamente.
A Sr.ª Fátima respondeu-lhe:
-“Meu menino, acho que não vais querer realmente ficar com esse cãozinho. Ele nunca poderá correr, saltar e brincar como os outros.”
O menino baixou-se e levantou uma perna, para mostrar que a sua perna esquerda, cruelmente retorcida e mutilada era suportada por um frio e áspero aparelho metálico.
Olhou de novo para a senhora e disse-lhe:
-“Bom, eu também não posso correr muito bem, e o cãozinho vai precisar de alguém que o entenda”.
A Sr.ª Fátima ficou emocionada. Os seus olhos encheram-se de lágrimas…
Sorriu com dificuldade, e disse:
-“Meu amigo, só espero é que os outros cãezinhos venham a ter donos como tu”.
Na vida, não importa como somos, mas que alguém nos aprecie e valorize pelo que somos, e nos aceite e ame incondicionalmente.
O verdadeiro amigo é aquele que fica, quando todos os outros já se foram. Amigos não têm defeitos!

Português descobre mecanismo responsável pelo fim da regeneração celular

Um investigador português identificou o processo molecular que termina a actividade das células. Este mecanismo associado ao envelhecimento, não sendo o elixir da juventude, pode permitir reduzir danos de doenças cardiovasculares, diabetes ou cancro.

João Passos, investigador do Instituto para a Saúde e Envelhecimento (Institute for Ageing and Health) da Universidade de Newcastle, explicou à Lusa que o mecanismo agora identificado justifica porque pára a divisão celular, um processo normal no organismo que cessa a partir de determinado momento, impedindo a regeneração dos tecidos associada ao envelhecimento. O facto de as células pararem a sua actividade estava identificado há 60 anos, mas desconhecia-se qual o processo molecular que desencadeava esta inactividade.



O também primeiro autor do trabalho de investigação publicado ontem na revista Molecular Systems Biology, detalhou que "cada vez que uma célula se divide existem pequenos fragmentos no núcleo, os telómeros, que são pequenas sequências de DNA localizados final dos cromossomas [das células] que vão encurtando".

Este encurtamento dos telómeros desencadeia um percurso molecular para as mitocôndrias - estrutura no citoplasma da célula que produz a energia necessária para esta viver -, que a leva a produzir espécies reactivas de oxigénio que param a divisão celular.

"Este é o mecanismo que explica porque as células não conseguem proliferar continuamente" e ficam senescentes, explicou João Passos, salientando que este estado, a senescência, acaba por ter dois efeitos paradoxais.




O estado de senescência das células tem dois efeitos paradoxais
Ao parar a divisão celular, impede-se também a proliferação de células danificadas, o que pode impedir o aparecimento de cancro mas, assinalou o investigador, a contínua produção de espécies de oxigénio reactivas, ou radicais livres, pela mitocôndria celular, e que mantém a célula em senescência, acabam por danificar os tecidos à sua volta e desencadear doenças associadas ao envelhecimento, como a diabetes ou problemas cardiovasculares.

Intervir na senescência é “um desafio para o futuro”

João Passos, que integrou uma equipa multidisciplinar nesta investigação, salienta que ainda se está "muito longe" de conseguir intervir na senescência, de forma a atenuar os efeitos da produção de radicais livres e, simultaneamente, travar a proliferação de células cancerosas mas este é, definitivamente, um "desafio para o futuro".

"É um processo extremamente complicado, os mecanismos moleculares envolvidos no processo são muito complexos e ainda estamos no início. Identificámos um mecanismo, existem muitos outros mecanismos que temos ainda de descobrir", resume o investigador, que alerta para a necessidade de um olhar menos fantasioso em torno da investigação sobre o envelhecimento.

"Não estamos interessados em descobrir o elixir da vida eterna. A população está a envelhecer e o tempo máximo de vida tem aumentado continuamente nos últimos anos. A maior parte da população vai ter mais de 65 anos. O que temos de compreender é a base do envelhecimento para que a vida das pessoas que estão a viver mais tempo melhore, é esse o nosso objectivo", concluiu.



CIÊNCIA HOJE

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Seis copos de vinho ao dia não fazem mal ao coração

Até seis copos de vinho ao dia são saudáveis para o coração. É o que acaba de confirmar um estudo espanhol que constata que o consumo moderado, e também elevado, de bebidas alcoólicas diminui o risco de doença cardiovascular nos homens.

A autora principal do estudo Larraitz Arriola, do Departamento de Saúde Pública do Governo Basco, em Guipúzcoa, confirma: “A nossa descoberta suscitou muita polémica no Reino Unido, após a publicação na revista Heart".


"A verdade é que beber mesmo em quantidades mais elevadas protege o coração. Isto já se tinha confirmado em estudos prévios. O que também é certo é que o álcool eleva o risco de sofrer outras doenças como o cancro no fígado e laringe e patologias hepáticas”, adianta a investigadora ao El Mundo.

Por este motivo, “começámos o artigo dizendo que as bebidas alcoólicas são a razão de 1,8 milhões de mortes por ano em todo o mundo. Nós não recomendamos o consumo de álcool e a Organização Mundial de Saúde também não. O que aconselhamos é que as pessoas que bebem, ao menos, tentem fazê-lo de uma forma moderada”, acrescentou Arriola.

O estudo científico

A investidação, parte do Estudo Prospectivo Europeu em Investigação sobre o Cancro (EPIC), em que participam dez países europeus, contou com 15.630 homens e 25.808 mulheres entre os 29 e os 69 anos, seguidos durante uma década.

Tanto Arriola como a sua equipa analisaram o estilo de vida dos participantes e as duas possíveis patologias: dieta, exercício, consumo de tabaco, historial médico, hipertensão, angina de peito, diabetes ou algum problema cardíaco entre outros.

Era considerado consumo moderado a ingestão de cinco a 30 gramas de álcool por dia enquanto os valores se situavam de 30 a 90 gramas no consumo elevado e subiam a 90 no muito alto. Um copo contém entre 8 a 10 gramas de etanol.

Protecção apenas para homens


Maior protecção para consumidores do que para abstémicos
“Um dos aspectos inovadores do trabalho é que é dos poucos em que há uma separação entre abstémicos e ex-alcoólicos. Pensa-se que quando uma pessoa deixa de beber é porque tem alguma doença e o médico recomenda a abstinência. Efectivamente, os nossos ex-alcoólicos sofriam mais de hipertensão e diabetes”, comentou a investigadora.

Os dados revelam que os homens que consumiam álcool diariamente de forma moderada, alta e muito alta sofriam 30 por cento menos de doenças cardíacas em comparação com os abstémicos.

“No entanto, não encontramos associação entre o consumo de álcool e a protecção cardíaca nas mulheres. A razão poderá estar no facto delas sofrerem doenças cardíacas em idades mais avançadas, quando desaparece a protecção dos estrógenios. O nosso estudo limitou-se a uma população entre os 35 e os 64 anos. Talvez se tivéssemos feito um seguimento mais amplo poderíamos ver também esta associação”, afirma a investigadora.

Larraitz Arriola reconhece que no seu estudo “a protecção cardiovascular produziu-se independentemente do tipo de álcool ingerido”. A investigadora recorda que estas bebidas reduzem o risco de doença cardíaca “porque são vasodilatadoras e antiagregantes plaquetários, como já se tinha demonstrado em estudos com animais”.



CIÊNCIA HOJE

ARISTIDES DE SOUZA MENDES

UMA VIDA PARA SALVAR TANTAS OUTRAS

Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches nasceu, a 19 de Julho de 1885, em Cabanas de Viriato (Carregal do Sal) a cerca de 20km de Viseu. Pertencia a uma família aristocrática e católica da Beira-Alta. O pai, José de Sousa Mendes, era juiz tendo terminado a sua carreira no Tribunal da Relação de Coimbra. A mãe, Maria Angelina do Amaral e Abranches, era também da região e descendia da “Casa de Midões”, uma Casa com tradições “Liberais”. Aristides de Sousa Mendes foi um de três irmãos, sendo gémeo de um deles.

Aristides cursou Direito na Universidade de Coimbra. De facto, num estudo realizado nesta Universidade, surge entre os seis melhores estudantes do seu curso. Depois de se licenciar, em 1907, com 22 anos, fez o estágio de advocacia, tendo defendido alguns casos no início da sua carreira.

Em 1910, ainda em monarquia, Aristides e o irmão gémeo César, ingressaram na Carreira Consular. Aristides exerceu funções como Cônsul de Carreira na Guiana Britânica, em Zanzibar, no Brasil (Curitiba e Porto Alegre), nos Estados Unidos, (S. Francisco e Bóston), em Espanha (Vigo - Galiza), na Bélgica e no Luxemburgo e, finalmente, em França (Bordéus).

A par da carreira consular a família de Aristides de Sousa Mendes foi crescendo. Assim, quatro dos seus filhos nasceram em Zanzibar, duas no Brasil, dois nos Estados Unidos, um em Espanha, dois na Bélgica e os três que perfazem o total de 14, em Portugal. Valorizando a presença da família, Aristides de Sousa Mendes, optou por nunca dela se separar, assegurando a educação dos seus filhos por todos os países por onde passou. Assim, para além da educação académica, todos tiveram acesso a aulas de pintura, desenho e música. “Lá em casa, havia uma verdadeira orquestra de câmara e, regularmente, convidavam-se pessoas para assistir a concertos. Tocava-se Chopin, Mozart, Bach, Beethoven, etc. “

Detentor de uma grande cultura geral, era uma pessoa com muita delicadeza e “savoir-faire”. Facilmente fazia amigos. Em Zanzibar, por exemplo, o Sultão foi padrinho de dois dos seus filhos… o Rei Leopoldo da Bélgica, terá dito uma vez em público: “ah, voilà mon ami, le Consul Général du Portugal!”… Sobretudo durante os 9 anos em que viveu na Bélgica, Aristides de Sousa Mendes conviveu com o dramaturgo Maeterlinck, Prémio Nobel da Literatura, assim como Albert Einstein, que “lá foi a casa”, em 1935, quando deixou a Alemanha.

A vida de Aristides assume, no entanto, uma dimensão inesperada em Bordéus, França, um posto que, do ponto de vista da Carreira Consular, não lhe trazia nada de novo. Aristides vai para Bordéus em Agosto de 1938, contrariado…não entendendo por que razão, Salazar o não promove para um posto no Extremo Oriente, como ele tinha pedido.

Em Setembro de 1939, começa a Segunda Guerra Mundial, e logo em Novembro desse ano, Salazar, de forma clara, alinha-se ao lado do mais forte, Hitler, para poupar certamente Portugal a uma hipotética invasão nazi…esse alinhamento traduz-se nomeadamente pela adopção de uma circular, “ a famosa Circular 14”, pela qual, Salazar proíbe aos judeus, asilo em Portugal. Na prática, nenhum diplomata português está autorizado a passar vistos de entrada em Portugal a judeus….nenhum diplomata português poderá salvar pessoas de campos de morte….

Aristides é formalmente avisado por Salazar para não dar vistos a judeus, no início de 1940, “se o fizer, ficará sujeito a procedimento disciplinar”.

Só que Paris cai nas mãos de Hitler, a 14 de Junho e no dia seguinte, Bordéus está submergida de refugiados, é o salve-se quem puder! Bordéus, uma cidade para 200.000 pessoas passa a ter um milhão! É o pânico generalizado…”dir-se-ia o fim do mundo”, como escreveu trinta anos mais tarde nas suas “Memórias”, Pedro Teotónio Pereira principal acusador do Cônsul.

A 16 de Junho, Aristides de Sousa Mendes abre as portas do Consulado, a milhares de pessoas concedendo-lhes vistos indiscriminada e gratuitamente. A autora de “Vidas Poupadas – a acção de três diplomatas portugueses na II Guerra Mundial”, Dr.ª Manuela Franco, menciona um telegrama de 21 de Junho enviado por Aristides de Sousa Mendes ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde este confirma ter ordenado que se passassem vistos “indiscriminadamente e de graça”. O historiador Yehuda Bauer, no seu livro “A History of the Holocaust”, escreve: “o Cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, concede vistos de trânsito a milhares de judeus refugiados, em transgressão das regras do seu governo. Talvez a maior acção de salvamento feita por uma só pessoa durante o holocausto”.

A 19 de Junho, Aristides segue para Bayonne e depois para Hendaye/Irun. Durante dias e dias anda de um lado para o outro, salvando pessoas nas estradas do sul de França, nas estações de caminhos-de-ferro, conduzindo mesmo um grupo de centenas de refugiados através dos Pirenéus, a pé e de automóvel.

Segundo os registos da Pide (PVDE) entraram em Portugal só nos dias 17, 18 e 19 de Junho de 1940, cerca de 18000 pessoas com vistos assinados pelo “Cônsul desobediente”…” os guardas da fronteira de Vilar Formoso não se lembram de ter visto tanto movimento”… O “Alto Comissariado para os Refugiados da Sociedade das Nações” calculou que nesse verão tenham entrado em Portugal 40000 refugiados. Esse número é confirmado pela organização judaica “Joint”. Na sua casa em Cabanas de Viriato, ele recebeu dezenas de refugiados, sobretudo no verão de 1940, nomeadamente as famílias dos Ministros belga no exílio, Albert de Vleeshchouwer e Van Zealand, um alto responsável das finanças belga, assim como muitas freiras e outros religiosos conhecidos do seu tempo de Louvain.

Aristides de Sousa Mendes é, consequentemente, afastado da Carreira Diplomática por Salazar e afastado de qualquer actividade profissional, sendo ostracizado pelos seus pares, familiares e amigos. Os filhos, perseguidos e não podendo encontrar trabalho em Portugal, são obrigados a emigrar. Dois deles, logo em 1943, juntam-se ao exército americano e até participam na invasão da Normandia a 6 de Junho de 1944.

Entre 1940 e 1954, Aristides entra num processo de “decadência”, perdendo, mesmo, a titularidade do seu gesto salvador…pois, Salazar apropria-se desse acto. Através da propaganda do Estado Novo, os jornais do regime louvam Salazar: “Portugal sempre foi um país cristão” é o título de um Editorial do Diário de Notícias do mês de Agosto de 1940, em que Salazar é louvado por ter salvo refugiados no Sul de França. Até Teotónio Pereira, refere, nas suas “Memórias”, a acção de Aristides de Sousa Mendes como sendo de sua autoria! O cônsul morre em 3 de Abril de 1954.

Em 1972, em Portugal, já ninguém se lembra quem foi Aristides de Sousa Mendes!!!


fonte:FUNDAÇÃO ARISTIDES DE SOUZA MENDES.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

HISTÓRIA DO CARNAVAL


A História da origem do Carnaval é um assunto bastante controverso e tem sido sujeito a várias pesquisas durante muito anos, por vários estudiosos.

Vou, muito sucintamente, analisar alguns conceitos relacionados com este tema.

Há estudiosos que defendem que estas celebrações, festas ou cultos, tiveram a sua origem na Grécia, entre os anos 605 e 527 a.C., com cultos a deuses da agricultura, e cuja finalidade era terem boas colheitas.

Outros, acham que se iniciou, muito mais cedo, no Egipto, em homenagem à deusa Ísis e ao Touro Apis. Noutros registos, encontramos, na Pérsia, festas da deusa da Fecundidade Naita e de Mira, deus dos Pastores; na Fenícia, Festa da deusa da Fecundidade Astarteia; em Creta, festa da Grande Mãe, deusa protectora da terra e da fertilidade, representada por uma pomba; na Babilónia, as Sáceas, festas que duravam cinco dias e eram marcadas pela licença sexual e pela inversão dos papéis entre servos e senhores, e pela eleição de um escravo rei que era sacrificado no final da celebração.

Outros alvitram que poderá ter sido na Roma Antiga, em honra dos deuses Baco e Saturno. Vamos então encontrar o Carnaval associado às Bacanais ou Grandes Dionisíacas (festa da terra, do vinho e das florestas), efectuadas em Roma e na Grécia em louvor de Baco ou Dioniso (com a prova do vinho novo), que decorriam nos três meses de Inverno, celebradas, principalmente, pelos camponeses, que se apresentavam mascarados durante as festividades.

Com o cristianismo, a Igreja Católica transformou alguns desses rituais pagãos em homenagens aos santos, conferindo-lhes um carácter sagrado de acordo com os princípios cristãos. Vários elementos das antigas festas pagãs, porém, foram preservados.
Esta tradição foi-se espalhando por todo o lado, pela Grécia, por Roma, por Veneza e, já no século VI d.C., as pessoas, no Carnaval, fantasiavam-se, mascaravam-se como forma de se disfarçarem, de se esconderem para poderem criticar os governos, os poderosos. Então surgem os carros alegóricos, os desfiles.

Mas todas estas festas mantinham mais ou menos um traço comum: “Pessoas mascaradas, danças, risos, bacanais, brincadeiras, excesso de bebida e comida, sexo, fantasias e todas essas manifestações de libertinagem”.

Etimologicamente falando, a origem da palavra "Carnaval" também tem várias versões. Uns acham que deriva de "carne vale" (adeus carne), enquanto outros justificam que se trata do início do período Quaresmal, época esta espiritual, de privação da carne na alimentação. E há ainda diversas outras interpretações.




De festa meramente pagã, condenada, na época, pela Igreja, passa a celebração mais ordeira, mais civilizada, se assim se pode considerar.

Com bailes, desfiles alegóricos e máscaras, mas com um sentido mais estético, não tão libertino. Toda esta modificação deveu-se ao facto de, no séc. XV, o então Papa, Paulo II, permitir que se realizasse em frente ao seu Palácio o carnaval romano, mas de forma a que as pessoas fossem mais contidas nas suas atitudes e comportamentos.




Alguns anos após os descobrimentos, os Portugueses, levaram para o Brasil o festejo do Carnaval.

Nos dias de hoje, é decerto um dos países onde se comemora mais freneticamente esta festa, pelo impulso que deram com a introdução dos seus ritmos sambistas e africanos. E também pelo calor das gentes, pela mistura de raças e dos seus ritmos.

Em África, os rituais que sobressaíam eram e são, entre outros, a dança à volta de fogueiras e as pinturas (máscaras improvisadas) no rosto e corpo.

Cada país onde se celebra o Carnaval festeja-o de maneira diferente, dando o seu cunho próprio com a manifestação das suas tendências culturais.




A partir de 1545, o Carnaval é reconhecido como uma festa popular.

Foram estabelecidas posteriormente, pelo Papa Gregório XIII, as datas desta comemoração; nunca poderia coincidir com o festejo da Páscoa Católica.

De acordo com um cálculo baseado no equinócio da Primavera, o Carnaval deveria ser celebrado sempre no 7ª domingo que antecede o domingo de Páscoa (Católica).

E assim, até aos dias de hoje, o Carnaval continua a ser comemorado um pouco por todo o mundo, seguramente por significar "alegria" mesclada com um sabor de "anarquia", em contraste com um quotidiano cada vez mais cinzento, previsível e desprovido de encanto.

Depois do Egipto, o primeiro, do segundo na Grécia e Roma Antigas e do terceiro, no Renascimento Europeu, particularmente em Veneza, o Carnaval encontra no Rio de Janeiro o seu quarto centro de excelência resgatando o espírito de Baco e Dionisus, segundo a tese de Hiram Araújo - estudioso do Carnaval e do samba - ao contar uma história que completa o seu sexto milénio e que acompanha a própria história da humanidade. A história do Carnaval, considerando os seus Centros de Excelência, está dividida em quatro períodos: o Originário, (4.000 anos a.C. ao século VII a.C.), o Pagão, (do século VII a.C. ao século VI d.C.), o Cristão (do século VI d.C. ao século XVIII d.C.) e o Contemporâneo (do século XVIII d.C. ao século XX).


fonte oligilia

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

FICO TRISTE

Fico triste quando vejo o clube que ajudei a nascer é tão mal tratado, as suas infra-estruturas que tanto custaram a criar estão no estado que todos podem ver, que direcção é esta que deixa isto acontecer, quais são os seus verdadeiros interesses? Fico magoado quando vejo a falta de respeito pelo trabalho feito, naquela altura era difícil fazer as coisas, hoje seria pela certa muito mais fácil mas o gosto que nós tivemos em criar as coisas superou em muito as adversidades que por si só poderiam ser um entrave a concluir o que está feito e infelizmente mais ninguém prosseguiu, o pior já tinha sido executado, o que podemos esperar desta nova geração de dirigentes para que possam devolver a dignidade a tão afamada colectividade da nossa freguesia?
É mais fácil fazer desporto com as mãos em cima de um teclado, a criar blogues para se atingirem uns aos outros, o que interessa é a polémica e o que interessa fica por fazer ou simplesmente deixa-se no esquecimento, aproveitam-se das pessoas que tem ainda gosto do clube para elas fazerem aquilo que devia ser feito por todos, depois aparecem quando tudo está feito para levar os louros do trabalho que não fizeram, porque hoje só jogam para a imagem, protagonismo e muito mais. Sejam humildes assumam as responsabilidades, o clube não é só futsal a boa época que fizeram no ano passado dificilmente se repetirá, por isso em respeito para com os fundadores deste clube devolvam a dignidade e não percam tempo com coisas que têm pouca importância.

f.c.

Consumo de refrigerantes aumenta risco de cancro br do pâncreas

Consumo de refrigerantes aumenta risco de cancro br do pâncreas

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

VERDADE OU MENTIRA?




40 anos depois da chegada à lua pela primeira vez, faz-me uma certa confusão ainda não ter voltado, agora com melhor tevnologia e mais facilidades do que há 40 anos. TERÁ TUDO PASSADO DE UMA GRANDE ENCENAÇÃO? PARA AQUELA ALTURA FOI MUITO. ACREDITA QUE A LUA FOI PISADA PELO HOMEM?PORQUE É QUE AINDA NÃO FOMOS LÁ OUTRA VEZ?COMENTE.

Odor feminino atrai mais homens do que perfume

Odor feminino atrai mais homens do que perfume

sábado, 6 de fevereiro de 2010

EXCERTO DO LIVRO "A MINHA TERRA O MEU LUGAR" A LANÇAR NO FINAL DE 2010

A “ESCOLA CELORICENSE”… (C.D.C)





No desporto prevalecem, aspectos de grande significado para a formação física, cultural e cívica da generalidade dos cidadãos.
Os clubes desportivos têm o papel determinante junto das camadas jovens na promoção de hábitos de vida saudáveis pelo que é necessário serem apoiados pelo trabalho que desenvolvem, lembrando que por detrás destes clubes ou Associações estão pessoas que trabalham apenas pelo gosto de servir a comunidade.

Casimiro Magalhães Costa é o Presidente do Clube Desportivo Celoricense.
Tem diante de si a grande tarefa de engrandecer a sua e a nossa terra.
…” O meu pai, os meus irmãos, a nossa família, sempre estiveram ligados ao Celoricense, como sócios, como atletas e como dirigentes.
Quando há cinco anos o clube ficou sem direcção e me fez o convite para Presidente da Assembleia Geral eu aceitei para que o clube não acabasse…
Foi um grande desafio na altura. Fiz de tudo um pouco para que as coisas corressem bem. No seguimento desse trabalho e por várias razões, aceitei a liderança deste grande clube, é como uma “Escola Celoricense”, pois neste momento temos no clube as Escolinhas, os Infantis, Iniciados, juvenis, juniores e a equipa dos Seniores.
O Clube Desportivo Celoricense já não é o velhinho clube do Campo da Cruz, com dezoito jogadores.
Hoje é um clube com quase duzentos atletas de todas as freguesias do Concelho e com oito equipas a competir.
É preciso conquistar credibilidade na A.F.B (Associação de Futebol de Braga).
É necessário que o nosso clube tenha nome, tenha peso, tenha história e grande dimensão.
Este clube já mexe com muita gente na nossa terra. Os pais ficam satisfeitos por terem aqui os seus filhos (depois das aulas), porque estes jovens, aqui, estão no bom caminho.”

-Sempre esteve ligado a CELORICO DE BASTO. Há algum motivo especial?

…”Enquanto eu poder Celorico de Basto será sempre a minha terra, o meu lugar.
Enquanto Deus me ajudar eu irei dar o meu contributo aos Celoricenses.
Faço-o no Celoricense, nos Bombeiros Voluntários, onde sou Vice-Presidente há dezanove anos e na Associação Comercial dos Concelhos de Fafe, Cabeceiras e de Celorico de Basto.
Eu costumo dizer que quando alguém deseja encontrar o Casimiro Magalhães Costa, não precisa perguntar nada a mingúem, basta ir onde tem Instituições ou Associações de Solidariedade, com cargos, onde não há remuneração.
Ajudei e continuo a ajudar a minha terra”.

Casimiro Magalhães Costa, quarenta e oito anos, empresário.
Um cidadão que não olha o tempo que perde ou o dinheiro que gasta pelo bem, por melhores condições para os Celoricenses.
Entrega-se com amor a causas sem remuneração, quando hoje as pessoas só querem cargos, se tiverem bons ordenados ou com o objectivo de promoção.
O Casimiro considera-se um Celoricense de “gema”, porque possui um coração grande para servir todos os Celoricenses.

calendário das actividades de montanha-AMARANTE FUTEBOL CLUBE-GRUPO DE MONTANHA

CALENDÁRIO DAS ACTIVIDADES DE MONTANHA 2010
Amarante Futebol Clube – Grupo de Montanha




MÊS
DIA
DENOMINAÇÃO
LOCAL



JANEIRO 09 I MARCHA ”ROMAGEM A TERRAS DE S.GONÇALO” TAGILDE – S.PAIO
- S.BENTO (VIZELA)
FEVEREIRO 13 III MARCHA DAS PAPAS ÔLO
(Amarante)
ABRIL 24 XX ABRILMARÃO ÔLO
(Amarante)
MAIO 28 II MARCHA “ROMAGEM A TERRAS DE S.GONÇALO” VALENÇA DO DOURO
NOVEMBRO 13 IV MARCHA DO MAGUSTO - a definir –

DEZEMBRO 11 MARCHA DE ENCERRAMENTO ECOPISTA TÂMEGA







NOTAS IMPORTANTES

1 - Estas são as Marchas de que o Grupo de Montanha do Amarante F.C. irá realizar. Outras haverão em que Grupo se integrará mas organizadas por Clubes/Associações.

2 – Sob o título “Romagem a Terras de S.Gonçalo” é provável a calendarização de outras Marchas de Montanha em localidades portuguesas onde a figura e o culto de S.Gonçalo – provavelmente o primeiro grande caminheiro de que há memória em Amarante – ainda se conserva de algum modo viva.

3 - Este Calendário não dispensa a inscrição atempada junto dos Coordenadores: José Cândido Brandão (913015043); Pedro Alves Pinto (918601719) e António Varejão (917037248).

4 - É fundamental que a Carta de Montanheiro esteja devidamente actualizada

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Campanha Limpar Portugal


No próximo sábado os voluntários da campanha Limpar Portugal vão percorrer o concelho para sinalizar lixeiras (entulhos, electrodomésticos abandonados, colchões..etc), com a utilização do GPS!
Se alguém tiver conhecimento de locais onde existem lixeiras e nos poderem informar mais ou menos onde ficam seria mais fácil e rápido sinaliza-las.
Podem faze-lo directamente aqui no blog ou então registem-se e juntem-se a nós!
Agradecemos desde já a ajuda e esperemos que se juntem a nós! :)

Luís Alves
http://www.limparportugal.org/

Formigas doentes isolam-se para morrer.


Uma equipa de investigadores da Universidade de Regensburg (Alemanha) descobriu que as formigas abandonam a sua comunidade quando se encontram doentes, morrendo isoladas do grupo.

Esta atitude, segundo o estudo publicado na revista «Current Biology», tem como objectivo não afectar as suas congéneres e assim preservar a comunidade.


Nas sociedades animais é vulgar a propagação de infecções. Devido a esse factor existem também mecanismos para reduzir a probabilidade da transmissão de doenças.

Na natureza, explicam os investigadores, os animais raramente morrem de velhice. Abandonar o grupo é uma forma de minimizar os riscos de infecção.

Na cultura popular existem relatos de indivíduos moribundos de várias espécies que abandonam os seus grupos para morrerem sozinhos, mesmo em algumas comunidades humanas. No entanto, dizem os cientistas, essas ideias derivam mais de mitos do que de análises científicas. Neste estudo, é observado pela primeira vez esse comportamento.

Para confirmar que o isolamento para a morte tem em vista os benefícios para a comunidade, os cientistas tiveram de refutar outra explicação, que defende que este comportamento se deve à influência que o agente patogénico tem no hospedeiro.

Comportamento pode existir noutras espécies

Os biólogos Jürgen Heinze e Bartosz Walter observaram em laboratório formigas da espécie Temnothorax unifasciatus. Os formigueiros foram colocados em caixas de plástico para facilitar a observação.

Tanto as formigas infectadas com fungos, como as expostas à infecção e outras formigas moribundas, isolavam-se das suas companheiras horas antes de morrerem.

Os investigadores acreditam que outros animais com o mesmo tipo de estrutura social, como as abelhas, podem ter o mesmo tipo de atitude. Pensam também que comportamentos similares podem ser encontrados em alguns mamíferos, como os elefantes ou os leões. No entanto, não há ainda estudos suficientes que confirmem esta teoria.

Artigo: Moribund Ants Leave Their Nests to Die in Social Isolation

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

indicação percisa-se

RETIRADA A PLACA DE INDICAÇÃO DOS LUGARES QUE ESTAVA JUNTO AO SINAL DE TRÂNSITO AQUANDO DOS MELHORAMENTOS FEITOS, COM A CONSTRUÇÃO DE PASSEIOS E BERMAS E PASSADOS QUATRO MESES SOBRE O SUCEDIDO
A QUESTÃO IMPÕE-SE FAZER PARA QUANDO A SUA COLOCAÇÃO PARA QUE AS PESSOAS QUE NÃO CONHEÇAM OS LUGARES(ALVARINHAS, CASAL DO FUNDO ENTRE OUTROS)NÃO NECESSITEM DE ANDAR A PERGUNTAR ONDE FICA E MUITAS VEZES POSSAM ANDAR "PERDIDOS". FICA A CHAMADA DE ATENÇÃO

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A HISTORIA DE AMARANTE

Amarante teve provavelmente a sua origem nos povos primitivos que habitaram a serra da Aboboreira (habitada desde a Idade da Pedra), embora se desconheça exactamente o nome dos seus fundadores. Contudo, só começou a adquirir importância e visibilidade após a chegada de São Gonçalo (1187-1259), nascido em Tagilde, Guimarães, que aqui se fixou depois de peregrinar por Roma e Jerusalém. A este santo se atribui a construção da velha ponte sobre o Rio Tâmega.

Amarante torna-se alvo de peregrinações e a povoação foi crescendo. Já no Século XVI, D. João III ordena a construção do Mosteiro de São Gonçalo sobre a capela junto à ponte sobre o Rio Tâmega, onde segundo a tradição São Gonçalo terá vivido e foi sepultado.

Em 1763, ocorre a derrocada da velha Ponte de São Gonçalo devido às cheias do Rio Tâmega. Nos anos seguintes foi reconstruída com o aspecto que ainda hoje apresenta.

No início do Século XIX, Napoleão Bonaparte tenta invadir Portugal e sobre Amarante passaram também estas invasões francesas, sendo palco do heróico episódio da Defesa da Ponte de Amarante que valeu ao General Silveira o título de Conde de Amarante e a própria vila de Amarante teve a honra de ser agraciada com o colar da Ordem Militar da Torre e Espada que reflecte no seu brasão municipal. Após este episódio criam-se planos para a reconstrução da vila, pois os franceses tinham incendiado quase a totalidade das casas.

As reformas liberais do séc. XIX reorganizaram administrativamente o território e em 1855 extinguiram-se os municípios de Gouveia, Gestaço e Santa Cruz de Ribatâmega, tendo o de Amarante recebido a maioria das suas freguesias e ainda algumas de Celorico de Basto.

O apogeu cultural dá-se nos inícios do Século XX, graças a amarantinos como Teixeira de Pascoaes nas letras e Amadeo de Souza-Cardoso na pintura.

Amarante adquiriu estatuto de cidade a 8 de Julho de 1985, sendo esta também a data do seu feriado municipal.

[editar] Geografia
O concelho de Amarante é fortemente marcado pelo seu relevo. Além disso, é também maior concelho do Distrito do Porto, tendo cerca de 29000 hectares de superfície (299,25 km²). Atravessado pelo rio Tâmega, cerca de 80% da superfície do concelho encontra-se abaixo dos 600 metros de altitude. No entanto, tal situação não impede de nele estar inserida uma das mais altas serras do país, o Marão, que tem cumes que atingem os 1450 metros, e a serra da Aboboreira. Outros rios que passam ao longo do concelho são o Ovelha, o Olo e o Odres

O solo é maioritariamente formado por granito, com predomínio da biotite. Há também algumas zonas de xisto dispersas pelo concelho.

[editar] Organização administrativa
[editar] Administração municipal
O município de Amarante é administrado por uma Câmara Municipal composta pelo Presidente de Câmara e seis vereadores. Existe uma Assembleia Municipal que é o órgão legislativo do município, constituída por 41 deputados e pelos 40 Presidentes de cada uma das freguesias do concelho.

Depois das eleições autárquicas de 2005, dois vereadores são do Partido Socialista (PS), dois do Partido Social Democrata (PSD) e outros dois do movimento independente AmarAmarante. O presidente da Câmara de Amarante é Armindo Abreu, pelo PS, que foi reconduzido pela terceira vez consecutiva para o cargo com cerca de 41% dos votos. A maioria das cadeiras da assembleia municipal e das juntas de freguesias são também dominadas pelo PS.

Desde as primeiras eleições livres com o fim do período do Estado Novo, que houve duas fases distintas nas inclinações partidárias do município. A câmara foi governada pelo PSD entre 1976 e 1985. No entanto, desde 1989, o PS venceu todas as autárquicas, primeiro liderado Francisco Assis entre 1989 e 1995, e depois por Armindo Abreu, desde 1995. De realçar que em 1993 e em 1997, o PS garantiu as únicas maiorias absolutas em autárquicas neste concelho, com 58,8% e 58,48%, respectivamente.

[editar] Freguesias

Mapa do concelho de Amarante.Aboadela
Aboim
Ansiães
Ataíde
Bustelo
Canadelo
Candemil
Carneiro
Carvalho de Rei
Cepelos (Amarante)
Chapa
Fregim
Freixo de Baixo
Freixo de Cima
Fridão
Gatão
Gondar
Jazente
Lomba
Louredo
Lufrei
Madalena (Amarante)
Mancelos
Oliveira
Olo
Padronelo
Real
Rebordelo
Salvador do Monte
Sanche
Santa Cristina de Figueiró
Santiago de Figueiró
São Gonçalo (Amarante)
São Simão de Gouveia
Telões
Travanca
Várzea
Vila Caiz
Vila Chã do Marão, anteriormente Vila Chão do Marão
Vila Garcia


[editar] Geminações
Wiesloch, Alemanha
Châteauneuf-sur-Loire, França
[editar] Economia
As principais actividades económicas do concelho são a agricultura, presente em todas as freguesias, da qual se destaca a produção de vinhos verdes. Outros sectores importantes são a construção civil, a transformação de madeiras, o pequeno comércio e a indústria.

A pecuária, a silvicultura, a hotelaria e a metalomecânica, juntamente com os serviços, completam o tecido económico das várias freguesias que compõem o concelho. O turismo é um sector com fortes potencialidades, dadas as características ambientais e patrimoniais do concelho.

No passado, o sector secundário foi uma das principais marcas de progresso do concelho. No entanto, tal como em várias outras regiões do país, nos últimos anos assistiu-se ao encerramento de importantes fábricas de mobiliário e metalomecânica, que afectaram a economia local.

[editar] Comunicação social
No concelho existem vários jornais e rádios a trabalhar activamente. Entre as muitas edições semanais ou mensais concelhias, destacam-se o «Jornal de Amarante», o «Repórter do Marão», e o «Notícias de Figueiró».

A nível de rádio, existem duas: a «Rádio Clube de Amarante» e a «Emissora Regional de Amarante». Ambas emitem em FM.

[editar] Demografia
População do concelho de Amarante (1801 – 2008)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2008
1 416 15 918 32 931 37 796 47 823 54 159 56 092 59 638 61 582
A população tem realizado um significativo crescimento nos dois últimos séculos, passando de 1 416 habitantes em 1801 para 61 582 em 2008. No entanto, nas últimas décadas, a taxa de crescimento tem decrescido. Entre 1960 e 2004, verificou-se um aumento de somente 27,6%. Tal justifica-se principalmente pelo elevado surto de emigração verificado nas décadas de 60 e 70, das freguesias periféricas dos centros urbanos de Amarante e Vila Meã, para países europeus como a Alemanha, França ou Suíça.

[editar] Monumentos e locais a visitar

Vista de Amarante a partir da Ponte de S. Gonçalo.
Amarante(Aguarela de Duarte Pimentel).Ponte de S. Gonçalo
Igreja e Convento de São Gonçalo
Solar dos Magalhães
Casa de Pascoaes
Casa da Calçada
Igreja de São Pedro
Mosteiro de Travanca
[editar] Figuras ilustres
Ver lista completa: Amarantinos
Teixeira de Pascoaes (escritor e poeta)
Amadeo de Souza-Cardoso (pintor)
Agustina Bessa-Luís (escritora)
António Carneiro (pintor)
António Cândido (orador e político)
António Pinto (maratonista olímpico)
Marinho Pinto (advogado)
Nuno Gomes (futebolista)
Ricardo Carvalho (futebolista)
Joaquim Massena (arquitecto)
Acácio Lino (pintor)
Poeta de Rua (musico)



wikipedia

AMADEO DE SOUZA-CARDOSO


Vida (pintor)



Frequentou o curso de Arquitectura na Academia de Belas Artes de Lisboa em 1905 que interrompeu para partir para Paris, em 1906, instalando-se em Montparnasse, tomando contato primeiro com o Impressionismo e depois com o Expressionismo e o Cubismo, dedicando-se, assim, exclusivamente à pintura. As primeiras experiências se deram no desenho, especialmente como caricaturista. Em 1908 instala-se no número catorze da Cité de Falguière. Em Paris, frequentou ateliers preparatórios para Academia de Beaux-Arts e a Academia Viti do pintor catalão Anglada Camarasa. Em 1910 fez uma estadia de alguns meses em Bruxelas e em 1911 expôs trabalhos no Salon des Indépendants, em Paris, havendo-se aproximado progressivamente das vanguardas e de artistas como Amedeo Modigliani, Constantin Brancusi, Alexander Archipenko, Juan Gris e Robert Delaunay. Em 1912 publicou um álbum com vinte desenhos e, em seguida, copiou o conto de Gustave Flaubert, "La Légende de Saint Julien l'Hospitalier", trabalhos ignorados pelos apreciadores de arte.

Depois de participar em 1913 de uma exposição com oito trabalhos nos Estados Unidos da América, no Armory Show, voltou a Portugal, onde teve a ousadia de realizar duas exposições, respectivamente em Porto e em Lisboa. Nesse ano participou ainda no Herbstsalon da Galeria Der Sturm, em Berlim. Em 1914 encontrou-se em Barcelona com Antoni Gaudí, e parte para Madrid onde é surpreendido pelo início da I Guerra Mundial. Regressou então a Portugal, onde iniciou meteórica carreira na experimentação de novas formas de expressão, tendo pintado com grande constância ao ponto de, em 1916, expor no Porto 114 obras com o título "Abstraccionismo", que serão também expostas em Lisboa, num e noutro caso com novidade e algum escândalo.

O cubismo em expansão por toda a Europa foram influências marcantes no seu cubismo analítico.

Amadeo de Souza-Cardoso explora o expressionismo e nos seus últimos trabalhos experimenta novas formas e técnicas, como as colagens e outras formas de expressão plástica.

Em 25 de Outubro de 1918, aos 31 anos de idade, morre prematuramente em Espinho, vítima da "pneumónica" que grassava em Portugal.




figuras ilustres amarante

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

FIGURAS ILUSTRES/AMARANTE/AGUSTINA BESSA LUÍS

Biografia

Agustina Bessa-Luís (Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa) nasceu no lugar do Paço, em Travanca, concelho de Amarante (região do Douro) descendente de uma família de raízes rurais de Entre Douro e Minho, pelo lado paterno (o seu pai foi emigrante, tendo enriquecido no Brasil), e de uma família espanhola de Zamora, por parte da avó materna (Lourença Agostinha Jurado).

Desde muito nova interessou-se por livros, começando por ler alguns da biblioteca do avô materno - Lourenço Guedes Ferreira. Foi através destas primeiras leituras que tomou contacto com alguns dos melhores escritores franceses e ingleses, os quais lhe despertaram a arte narrativa. Em 1932 vai para o Porto estudar, onde passa parte da adolescência, mudando-se para Coimbra em 1945, e, a partir de 1950, fixa definitivamente a sua residência no Porto.

A escritora surge no panorama literário português numa altura em que a oposição entre o neo-realismo e o modernismo do movimento da «Presença» atinge o auge. Estreou-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado, mas foi o romance A Sibila, publicado em 1954, que constituiu um enorme sucesso e lhe trouxe imediato reconhecimento geral. E é com A Sibila que Bessa Luís atinge a total maturidade do seu originalíssimo processo criador. É conhecido o seu interesse pela vida e obra de Camilo Castelo Branco, cuja herança se faz sentir quer a nível temático (inúmeras obras de Agustina se relacionam com a sociedade de Entre Douro e Minho), quer a nível da técnica narrativa.

Além da actividade literária, a escritora envolveu-se em diversos projectos. Foi membro do conselho directivo da Comunitá Europea degli Scrittori (Roma, 1961-1962). Colaborou em várias publicações periódicas, tendo sido entre 1986 e 1987 directora do diário O Primeiro de Janeiro (Porto). Entre 1990 e 1993 assumiu a direcção do Teatro Nacional de D. Maria II (Lisboa) e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. É ainda membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa (Classe de Letras), tendo já sido distinguida com a Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e o grau de Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres, atribuído pelo governo francês (1989).

Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, de quem é amiga e com quem tem trabalhado e colaborado de perto. Exemplos desta parceria são Fanny Owen (Francisca), Vale Abraão, As Terras do Risco (O Convento), ou A mãe de um rio (Inquietude). É também autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance “As Fúrias” sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria (Teatro Nacional D. Maria II, 1995).

A sua criação é extremamente fértil e variada. A autora escreveu até o momento mais de cinquenta obras, entre romances, contos, peças de teatro, biografias romanceadas, crónicas de viagem, ensaios e livros infantis. Foi traduzida para Alemão, Castelhano, Dinamarquês, Francês, Grego, Italiano e Romeno. O seu livro-emblema, A Sibila, já atingiu a 25a edição.

Em 2004, aos 81 anos, recebeu o mais importante prémio literário da língua portuguesa: o Prémio Camões. Na acta do júri da 16ª edição do Prémio, pode ler-se que “o júri tomou em consideração que a obra de Agustina Bessa-Luís traduz a criação de um universo romanesco de riqueza incomparável que é servido pelas suas excepcionais qualidades de prosadora, assim contribuindo para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum”.



Obras publicadas (escritora)

Ficção

•1948 - Mundo Fechado (novela)
•1950 - Os Super-Homens (romance)
•1951-1953 - Contos Impopulares (romance)
•1954 - A Sibila (romance)
•1956 - Os Incuráveis (romance)
•1957 - A Muralha (romance)
•1958 - O Susto (romance)
•1960 - Ternos Guerreiros (romance)
•1961 - O Manto (romance)
•1962 - O Sermão do Fogo (romance)
•1964 - As Relações Humanas: I - Os Quatro Rios (romance)
•1965 - As Relações Humanas: II - A Dança das Espadas (romance)
•1966 - As Relações Humanas: III - Canção Diante de uma Porta Fechada (romance)
•1967 - A Bíblia dos Pobres: I - Homens e Mulheres (romance)
•1970 - A Bíblia dos Pobres: II - As Categorias (romance)
•1971 - A Brusca (contos)
•1975 - As Pessoas Felizes (romance)
•1976 - Crónica do Cruzado Osb (romance)
•1977 - As Fúrias (romance)
•1979 - Fanny Owen (romance histórico)
•1980 - O Mosteiro (romance)
•1983 - Os Meninos de Ouro (romance)
•1983 - Adivinhas de Pedro e Inês (romance histórico)
•1984 - Um Bicho da Terra (romance histórico, biografia de Uriel da Costa)
•1984 - Um Presépio Aberto (narrativa)
•1985 - A Monja de Lisboa (romance histórico, biografia de Maria de Visitação)
•1987 - A Corte do Norte (romance histórico)
•1988 - Prazer e Glória (romance)
•1988 - A Torre (conto)
•1989 - Eugénia e Silvina (romance)
•1991 - Vale Abraão (romance)
•1992 - Ordens Menores (romance)
•1994 - As Terras do Risco (romance)
•1994 - O Concerto dos Flamengos (romance)
•1995 - Aquário e Sagitário (narrativa)
•1996 - Memórias Laurentinas (romance)
•1997 - Um Cão que Sonha (romance)
•1998 - O Comum dos Mortais (romance)
•1999 - A Quinta Essência (romance)
•1999 - Dominga (conto)
•2000 - Contemplação Carinhosa da Angústia (antologia)
•2001 - O Princípio da Incerteza: I – Jóia de Família (romance)
•2002 - O Princípio da Incerteza: II – A Alma dos Ricos (romance)
•2003 - O Princípio da Incerteza: III – Os Espaços em Branco (romance)
•2004 - Antes de Degelo (romance)
•2005 - Doidos e Amantes (romance)


Biografias

•1979 - Santo António
•1979 - A Vida e a Obra de Florbela Espanca (biobibliografia)
•1979 - Florbela Espanca
•1981 - Sebastião José
•1982 - Longos Dias Têm Cem Anos – Presença de Vieira da Silva
•1986 - Martha Telles: o Castelo Onde Irás e Não Voltarás (ensaio e biografia)


Teatro


•1958 - Inseparável ou o Amigo por Testamento
•1986 - A Bela Portuguesa
•1992 - Estados Eróticos Imediatos de Soren Kierkegaard
•1996 - Party: Garden-Party dos Açores – Diálogos
•1998 - Garret: O Eremita do Chiado
Crónicas, memórias, textos ensaísticos


•1961 - Embaixada a Calígula (relato de viagem)
•1979 - Conversações com Dimitri e Outras Fantasias (crónicas)
•1980 - Arnaldo Gama – “Gente de Bem”
•1981 - A Mãe de um Rio (texto e fotografia)
•1981 - Dostoievski e a Peste Emocional
•1981 - Camilo e as Circunstâncias
•1982 - Antonio Cruz, o Pintor e a Cidade
•1982 - D.Sebastião: o Pícaro e o Heroíco
•1982 - O Artista e o Pensador como Minoria Social
•1984 - ”Menina e Moça” e a Teoria do Inacabado
•1986 - Apocalipse de Albrecht Dürer
•1987 - Introdução à Leitura de “A Sibila”
•1988 - Aforismos
•1991 - Breviário do Brasil (diário de viagem)
•1994 - Camilo: Génio e Figura
•1995 - Um Outro Olhar sobre Portugal (relato de viagem), com fot. de Pierre Rossollin, e il. de Maluda
•1996 - Alegria do Mundo I: escritos dos anos de 1965 a 1969
•1997 - Douro (texto e fotografia), em colab. com Mónica Baldaque
•1998 - Alegria do Mundo II: escritos dos anos de 1970 a 1974
•1998 - Os Dezassete Brasões (texto e fotografia)
•1999 - A Bela Adormecida
•2000 - O Presépio: Escultura de Graça Costa Cabral (texto e fotografia), em colab. com Pedro Vaz
•2001 - As Meninas (texto e pintura)
•2002 - O Livro de Agustina (autobiografia)
•2002 - Azul (divulgação), em colab. com Luísa Ferreira
•2002 - As Estações da Vida (texto e fotografia), fot. Jorge Correia Santos
•2004 - O Soldado Romano, com il. de Chico
Literatura infantil


•1983 - A Memória do Giz, com il. de Teresa Dias Coelho
•1987 - Contos Amarantinos, com il. de Manuela Bacelar
•1987 - Dentes de Rato, com il. de Martim Lapa
•1990 - Vento, Areia e Amoras Bravas, com il. de Mónica Baldaque


Adaptações cinematográficas


•1981 - Francisca), real. Manoel de Oliveira, romance Fanny Owen
•1993 - Vale Abraão, real. Manoel de Oliveira, romance Vale Abraão
•1995 - O Convento, real. Manoel de Oliveira, com Catherine Denevue e John Malkovich, romance As Terras do Risco
•1998 - Inquietude, real. Manoel de Oliveira, conto A Mãe de um Rio, Prémio Globo de Ouro (1999) para a melhor realização
•2002 - O Princípio da Incerteza, real. Manoel de Oliveira, romance O Princípio da Incerteza
•2005 - Espelho Mágico, real. Manoel de Oliveira, romance A Alma dos Ricos



Prémios à autora


•1975 - Prémio "Adelaide Ristori" (Centro Cultural Italiano de Roma)
•1982 - Prémio da Cidade do Porto
•1988 - Prémio Seiva de Literatura (Companhia de Teatro Seiva Trupe), Porto
•1996 - Prémio Bordalo de Literatura (Casa da Imprensa)
•2004 - Prémio Camões - o mais importante prémio literário da língua portuguesa
•2004 - Prémio Virgílio Ferreira (Universidade de Évora)
•2005 - Prémio de Literatura do Festival Grinzane Cinema, Turim (Itália)
Prémios às obras

•1953 - Prémio Delfim Guimarães (Guimarães Editores), (A Sibila)
•1954 - Prémio Eça de Queirós (Secretariado Nacional de Informação), (A Sibila)
•1966 - Prémio Ricardo Malheiros (Academia das Ciências de Lisboa), (Canção Diante de uma Porta Fechada)
•1967 - Prémio Nacional de Novelística (Secretariado Nacional de Informação), (Homens e Mulheres)
•1977 - Prémio Ricardo Malheiros (Academia das Ciências de Lisboa) – Prémio Literário, (As Fúrias)
•1980 - Prémio P.E.N. Clube Português de Ficção, (O Mosteiro)
•1980 - Prémio D. Dinis (Fundação Casa de Mateus), (O Mosteiro)
•1983 - Prémio de Romance e Novela, Associação Portuguesa de Escritores, (Os Meninos de Ouro)
•1988 - Prémio RDP Antena 1 da Literatura (Ex-aequo), (Prazer e Glória)
•1993 - Prémio da Crítica (Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários), (Ordens Menores)
•1994 - Prémio Municipal Eça de Queirós (Câmara Municipal de Lisboa) – Prémio de Prosa de Ficção, (As Terras do Risco)
•1996 - Prémio Máxima de Literatura (Memórias Laurentinas e Party)
•1997 - Prémio Internacional União Latina, Itália (Um Cão que Sonha)
•2001 - Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (Jóia de Família)


retirado de:figuras ilustres de AMARANTE

Publicação em destaque

A tosse de fumador pode esconder problemas de saúde graves

http://ptjornal.com/a-tosse-de-fumante-pode-esconder-problemas-de-saude-graves-62045