terça-feira, 30 de março de 2010

Festival de cinema rural nasce na região de Basto

A região de Basto vai acolher no final de Setembro a primeira edição do Farm Film Festival - Festival de Cinema Rural, ideia surgida numa aula de um curso profissional de Técnico de Produção Agrária.

O professor de Língua Portuguesa da turma, Leonel Castro, explicou hoje à agência Lusa que a ideia surgiu numa aula sobre os textos publicitários, em que disse aos alunos que "o marketing na agricultura também é muito importante".

"Um miúdo levantou-se e disse: 'E se fizéssemos um festival de cinema?' Rimo-nos todos, mas depois disse-lhes eu: 'E porque não?'", referiu o professor da Escola Profissional de Fermil, Celorico de Basto.

A turma desdobrou-se então em preparativos, criou um cartaz inspirado no jogo online "FarmVille", abriu um blog, definiu o programa do festival e contactou as câmaras de Celorico de Basto e Mondim de Basto, que aceitaram patrocinar o evento.

"Demos conta de que acabamos de criar um monstro", afirmou Leonel Castro, referindo-se ao trabalho que envolve a organização do festival.

O objectivo geral do Farm Film Festival é "premiar filmes e produções audiovisuais que promovam eficazmente o mundo rural, em qualquer uma das suas múltiplas dimensões: cultural, social, económica, recreativa, etc.".

"Incentivar os jovens a iniciarem-se na realização e produção de filmes e promover o mundo rural como elemento fundamental da nossa identidade, e em particular da região de Basto e dos concelhos anfitriões do festival (Celorico de Basto e Mondim de Basto)", são os objetivos específicos definidos pela turma organizadora.

O festival vai atribuir prémios em três categorias: documentários (com duração de 15 a 65 minutos), filmes promocionais (de 02 a 20 minutos) e "spots" humorísticos (com duração máxima de três minutos).

Os candidatos terão de enviar os filmes até 30 de Junho, estando prevista para finais de Setembro a "festa final do festival".

Leonel Castro referiu que "são os alunos que vão idealizar o troféu" a atribuir aos vencedores, que poderá ser uma peça de artesanato ou outro objeto, desde que relacionado com o mundo rural.

O professor vai propor também aos dois municípios a exibição dos filmes concorrentes em ações de rua durante o verão.

Leonel Castro disse ainda que a organização aguarda resposta ao pedido que endereçou à empresa Zynga para utilizar a imagem do "FarmVille" no cartaz e restantes elementos promocionais.

"Os miúdos todos têm FarmVille, pelo que a associação ao jogo foi natural, desde logo no trocadilho do nome do festival", disse


destak.pt

segunda-feira, 29 de março de 2010

PÁSCOA

As origens do termo

A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem.

Entre as civilizações antigas

Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores. Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera era de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.

A Páscoa Judaica

Entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, pois marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durantes vários anos. Esta história encontra-se no Velho Testamento da Bíblia, no livro Êxodo. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moises, fugiram do Egito.

Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.

A Páscoa entre os cristãos

Entre os primeiros cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior al equinócio da Primavera (21 de março).

Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.

A História do coelhinho da Páscoa e os ovos

A figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.

Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e da vida.
A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII.

PORQUE RAZÃO A ÁGUA QUEN CONGELAMAIS RAPIDAMENTE DO QUE A ÁGUA FRIA?

A água quente congela mais rapidamente do que a água fria − mas porquê? A resposta a este peculiar fenómeno, que intrigou cientistas de várias gerações, depende da existência de impurezas na água.

O congelamento rápido da água quente é conhecido como efeito Mpemba (ver caixa), e os físicos têm apostado em várias teorias como a evaporação mais rápida reduz o volume da água quente ou que uma camada de gelo isola a água fria.


Já Aristóteles, no século IV a.C., afirmava, na sua obra Meteorológica I, que a água previamente aquecida contribui para um aquecimento mais rápido e em 1461 o físico Giovanni Marliani confirma igualmente esta situação. Também Descartes e Francis Bacon demonstram o que já parecia ser de senso comum.

Contudo a resposta tem sido muito difícil de encontrar, porque o efeito não é constante − a água fria também pode congelar rapidamente.

James Brownridge, responsável pela segurança radioactiva do Departamento de Física da Universidade de Nova Iorque, acredita que esta aleatoriedade é crucial. Ao longo dos últimos dez anos, realizou centenas de experiências sobre o efeito de Mpemba e tem provas de que o efeito é baseado no fenómeno do sobre arrefecimento (supercooling).

A estranheza do fenómeno parte do raciocínio intuitivo de que a agua mais quente teria de percorrer uma distância termométrica maior que a água fria (ambas à mesma velocidade) até atingir o ponto de congelação a zero graus Célsius.

“A água dificilmente congela a zero graus”, afirma Brownridge que acrescenta: “É geralmente sobre arrefecida e só começa a congelar a uma temperatura inferior”.

Impurezas determinantes


Ponto de congelamento raramente acontece aos 0ºC
O ponto de congelamento depende das impurezas da água de que depende a formação de cristais de gelo. Normalmente, a agua pode conter vários tipos de impurezas, desde partículas de poeira a sais e bactérias, cada uma das quais desencadeia a congelação a uma temperatura característica.

As impurezas com maior temperatura nuclear determinam a temperatura a que a água vai congelar.

James Brownridge, que fez grande parte das experiências como passatempo, começou com duas amostras de água à mesma temperatura (água morna a 20 graus) que colocou em tubos de ensaio e arrefeceu-os no congelador. Um presumivelmente congelará primeiro, devido à aleatória concentração de impurezas.

Se a diferença for suficientemente grande, o efeito Mpemba irá aparecer. Brownridge seleccionou a amostra com maior temperatura de congelamento natural para aquecer a 80 graus célsius e deixou a outra à temperatura ambiente e posteriormente colocou os tubos de ensaio novamente no congelador.

“A água quente vai congelar sempre mais rapidamente do que a água fria se o seu ponto de congelamento for pelo menos acima dos cinco graus célsius”, afirmou o investigador.

Pode parecer surpreendente que os cinco graus façam tanta diferença, quando a amostra mais quente começa 60 graus atrás na corrida. Contudo, quanto maior for a diferença de temperatura entre um objecto e o meio em que está inserido − neste caso o congelador − mais rápido é o arrefecimento.

Ponto de congelamento

Deste modo, a amostra quente vai arrefecer muito mais rápido, atingindo o seu ponto de congelamento aos dois graus negativos, por exemplo, muito antes da água fria que congela a partir dos sete negativos.


O Efeito Mpemba
Este peculiar fenómeno tem uma longa história, mas foi na década de 60 que o efeito foi reconhecido pela ciência moderna, quando um estudante da Tanzânia chamado Erasto Mpemba, com 13 anos, disse ao seu professor de ciências que conseguia fazer gelados mais rápido do que o normal quando colocava a mistura ainda quente no congelador.

Inicialmente, houve muita relutância em aceitar o facto, mas o fenómeno foi confirmado e publicado.

Esta teoria pode explicar, por exemplo, o facto de nos países frios os canos de água quente congelarem antes dos de água fria.

Porque é que mais ninguém reparou nisto antes? Brownridge afirma que as outras pessoas não controlaram as condições da experiencia para estudarem um factor de cada vez. É necessário controlar, por exemplo o tipo de recipiente ou a localização das amostras no congelador.

Mas desengane-se quem pensar que este trabalho encerra o debate de Mpemba.

Jonathan Katz, da Universidade de Washington tem outra teoria: o aquecimento aumenta o ponto de congelamento da água por retirar os solutos como o dióxido de carbono. Isto significa que o aquecimento da água realmente aumenta as probabilidades de congelar primeiro, ao contrário dos resultados aleatórios sugeridos por Brownridge. “Talvez ele tenha encontrado um efeito de arrefecimento semelhante a Mpemba”, conclui Katz.

terça-feira, 23 de março de 2010

Faltam cinco dias e algumas horas. Às 20h30 do dia 27 de Março, os monumentos mais emblemáticos de todo o mundo e os maiores ícones nacionais vão mergulhar na escuridão pela «Hora do Planeta 2010» – num sinal poderoso da comunidade global para dar resposta às ameaças das alterações climáticas. Mais uma vez, a United Photo Press (UPP, uma ONG sem fins lucrativos) associa-se à iniciativa mundial pelo desenvolvimento sustentável.

Durante uma hora, haverá um massivo apagão. Em declarações ao «Ciência Hoje», Carlos Sousa, fotojornalista e presidente da UPP em Portugal, estima que os sessenta minutos de escuridão possam economizar “vários milhões de euros” de energia, só no nosso país.

O novo modelo económico indica que o planeta tem apenas cinco anos para iniciar uma revolução industrial baixa em carbono, antes que as mudanças climáticas tomem um rumo inevitável e catastrófico. Apagar as luzes, uma hora por ano, é um bom princípio. Todos os escritórios da United Photo Press, em todos os continentes, irão desligar-se no próximo sábado.

O Coliseu, em Roma; a Torre Eiffel, em Paris; a CN Tower em Toronto; a Golden Gate Bridge em San Francisco ou o Big Ben em Londres são alguns exemplos de monumentos que se não ofuscarão as suas cidades “durante uma hora por uma causa que se torna a cada hora mais urgente”.


Apagão durará uma hora
Pela primeira vez, a Associação Nacional de Municípios Portugueses junta-se à campanha, apoiando o desafio lançado pela World Wild Fund for Nature (WWF) a todas as autarquias nacionais para que “participem neste movimento à escala global”. Portugal adere pelo segundo ano consecutivo à esta plataforma voluntária de cidadãos.

Monumentos nacionais como o Cristo-Rei, Castelo de São Jorge, Museu da Electricidade e Padrão das Descobertas em Lisboa; Arco e Muralhas da Cidade de Faro; Biblioteca Manuel Alegre, em Águeda; ou o Mosteiro do Landim, em Vila Nova de Famalicão engrossam a lista de mais de 70 estruturas que em todo o mundo irão ficar às escuras em nome da poderosa mensagem da WWF.

«Projecto Aranha»

A Agência Fotográfica UPP gere um portal global em língua portuguesa, inglesa e árabe com o objectivo de divulgar em todo o mundo, informações relativas às suas actividades fotográficas, fotojornalísticas, documentais, assim como acções de voluntariado nos vários sectores da comunicação social.

Este ano, segundo avançou ainda Carlos Sousa, iniciam o «Projecto Aranha», uma espécie de divulgação em teia, onde o núcleo é a Organização das Nações Unidas (ONU), passando também pelo Ano Internacional da Biodiversidade 2010.

A iniciativa que varreu higienicamente o país este fim-de-semana, «Limpar Portugal» não resistiu a recrutar a United Photo Press para o dia. A agência é ainda responsáveis por projectos como o Free Tibet ou a Trans African Air, entre outros.


Iniciativa começou em Sidney
De Sidney para o resto do Mundo

A «Hora do Planeta 2010», considerada como a maior iniciativa de luta mundial contra as alterações climáticas, da rede WWF, começou em Sydney, na Austrália, em 2007, quando 2,2 milhões de residências e empresas desligaram as lâmpadas e outros aparelhos electrónicos, durante uma hora, para marcar posição para a necessidade de proteger a Terra contra os efeitos do aquecimento global. E apenas um ano depois, já se tinha tornado num movimento de sustentabilidade mundial, com mais de 50 milhões de pessoas em 35 países participantes. Hoje, só a página oficial reúne actualmente 5.638.216 apoiantes, que vão sendo actualizados constantemente, em centenas de países.

O movimento excedeu todas as expectativas, alargando-se a todos os pontos do mundo, com a participação de empresas, governos e cidadãos. Recorde-se que só em 2009, foram quatro mil as cidades em 88 países de todo o mundo que participaram neste apagão global, com 1.200 milhões de pessoas que desligaram as luzes pelo Planeta.

Apesar de decorrer apenas durante uma hora, a iniciativa pretende estimular individuais e colectivos, para tomarem medidas para reduzir as emissões de dióxido de carbono, numa base contínua e diária.

sábado, 20 de março de 2010




FOI ASSIM EM 2009 NA ESTÓNIA ,COMO SERÁ EM PORTUGAL ESTE ANO PELA PRIMEIRA VEZ,MANDEM VIDEOS DAS VOSSAS ACÇÕES PARA ANTONIO_S_PEIXOTO@HOTMAIL.COM, MOSTREM COMO DECORREU O VOSSO DIA E O RESULTADO POSITIVO DAS MESMO

quinta-feira, 18 de março de 2010

indignação


Venho denunciar neste blog uma situação que se passou no blog JORNALOCODESSOSO.BLOGSPOT.COM,no qual fiz um comentário de certo modo a criticar a forma como a admin ou os seus colaboradores executaram uma entrevista.No dito comentário fiz esta observação:COMO ERA HABITO FAZEREM ENTREVISTAS NOTEI QUE AS PERGUNTAS ERAM SEMPRE AS MESMAS E CHAMEI A ATENÇÃO PARA A FALTA DE IMAGINAÇÃO E CRIATIVIDADE QUE A PESSOA TEM EM FAZER SEMPRE AS MESMAS PERGUNTAS NAO MODIFICANDO CONFORME A PESSOA E A SUA PROFISSÃO,SEM TEOR OFENSIVO QUE POSSA SER POR EM CAUSA PESSOAS OU INSTITUICÕES, VEJO QUE ESSE COMENTÁRIO NÃO É EDITADO.PEDI COM UM SEGUNDO COMÉNTÁRIO QUAIS ERAM OS CRITÉRIOS DE TRIAGEM DOS MESMOS,MAIS UMA VEZ NÃO OBTIVE RESPOSTA SENDO NAO EDITADO.QUAL O MEU ESPANTO QUANDO VEJO 2 COMENTÁRIOS DE UTILIZADORES A FALAREM MUITO BEM,EIS QUE UMA DUVIDA SURGIU SERÁ QUE NESTE BLOG SO ACEITAM COMENTÁRIOS QUE FALEM BEM NAO SÃO ACEITES OPINIÕES DIFERENTES?A ADMIN DESSE BLOG PODERIA SE ASSIM É FAZER UMA DE DUAS COISAS OU FAZER UM BLOG ONDE SO ACEDIAM CONVIDADOS OU FAZIAM UM DIARIO ASSIM ERA CERTO NÃO HAVER OPINIÕES CONTRADITORIAS??FELIZMENTE AINDA EXISTEM ESPAÇOS ONDE AS PESSOAS PODEM TROCAR OPINIÕES LIVREMENTE O QUE É CHAMADO LIBERDADE DE EXPRSSÃO.


J.C.

quarta-feira, 17 de março de 2010

ratos gordos pouco fiaveis em experiências laboratoriais

"Roedores de laboratório metabolicamente mórbidos", a expressão aparece na revista Proceedings of the National Academy of Sciences num artigo que se refere a ratos gordos. Segundo o estudo, as cobaias acima do peso usadas para fins de investigação são péssimas análogas do organismo humano normal – o que poderá atrapalhar os testes, sejam estes para medicamentos ou outras terapias.

A equipa de trabalho de Mark Mattson, do Instituto Nacional de Investigação sobre Envelhecimento (EUA) lançou o alerta e foi tema da revista «Nature». Se o grupo tiver razão, será preciso implantar uma série de medidas simples, embora não muito comuns (como controlar a alimentação dos roedores e garantir que eles façam exercício e tenham momentos de "lazer") para que os resultados sejam fiáveis.

A falta de rodinhas de exercício e brinquedos que possam estimular as capacidades cognitivas dos bichos não pode acontecer, porque segundo o cientista, os ratos acabam por comer demais, serem sedentários e pré-diabéticos, ou seja, irá atrapalhar a interpretação dos dados. Quanto à alimentação, também deverá existir uma boa dieta, caso contrário, a tendência é acabarem entupidos de ração.

Mattson e seus colegas fizeram uma experiência, onde compararam ratos gordos com bichos cuja comida foi controlada. A pressão dos bichos comilões era 15 por cento mais alta que a dos que se encontravam sob dieta e o nível de glicose no sangue era 20 por cento maior, e o de colesterol correspondia quase ao dobro.

O organismo de um roedor de laboratório "normal" (que come demasiado e não se exercita) é muito diferente do de um bicho mais activo e menos comilão. Isso pode significar, entre outras coisas, que um remédio feito para tratar determinada doença humana simulada em ratos (por meio de uma modificação genética, por exemplo) acabe actuando sobre os sintomas do sedentarismo e do excesso de peso, e não sobre a doença em si. Estima-se que 115 milhões de animais sejam usados por ano no mundo em experiências científicas.

sexta-feira, 12 de março de 2010

O que é que te passa pela cabeça?

Estamos em Março e vamos iniciar mais uma Semana do Cérebro. Enquanto o coração tem um mês inteiro a si dedicado, o que é inteiramente merecido, o cérebro tem apenas semana. É certo que as doenças cardiovasculares são a maior causa de morte no mundo ocidental. Mas todos sabemos que sem função cerebral não há vida. Assim, uma semana parece demasiado pouco, tanto mais que muitas vezes andamos distraídos, com o cérebro ocupado a pensar na crise, na chuva excessiva ou na face oculta. Talvez tenhamos o coração preenchido, talvez apertado... talvez o coração tenha razões que a própria razão desconhece... mas é o cérebro que nos faz o que somos.


Então e porquê a semana do cérebro? É uma máquina fantástica que controla todas as nossas funções, desde as mais básicas às mais complexas, como a consciência e as emoções. Em 1,5 kg, um emaranhado perfeito de 100 mil milhões de neurónios comunica freneticamente, disparando em várias direcções, enviando sinais e mensagens e processando uma quantidade imensa de informação.
Numa altura em que, por causa do envelhecimento, assistimos a um aumento do número de casos de doenças que afectam o cérebro, como Alzheimer ou Parkinson, devemos alertar para estes problemas e para as soluções.

A Semana do Cérebro é uma campanha global que pretende chamar a atenção para os avanços e benefícios da investigação que é feita sobre o cérebro. Universidades, hospitais, grupos de doentes, escolas, associações e várias outras instituições por todo o mundo “celebram o cérebro”.

Em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Neurociências, a Sociedade Portuguesa de Neurologia e a Ciência Viva são as grandes promotoras das várias actividades que serão desenvolvidas. Entre 14 e 20 de Março, os investigadores vão às escolas, os alunos visitam os institutos de investigação, e dá-se assim asas à imaginação.

No Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, a exemplo do que acontece um pouco por todo o país, os grupos de investigação em neurociências promovem um roteiro sobre algumas das áreas de investigação que desenvolvem – “O que é que te passa pela cabeça?” é o tema do roteiro que vai envolver várias experiências “hands on” com equipamentos sofisticados para ver neurónios em funcionamento, para ver modelos de doença de Parkinson em leveduras, ou para, simplesmente, deixar que o cérebro mostre a nossa veia artística.

Por todo o país, não faltarão certamente actividades interessantes em que todos podemos participar.



CIÊNCIA HOHE

Bombeiros expostos a níveis elevados de poluentes

Os bombeiros ficam expostos a "níveis bastante elevados de alguns poluentes" quando combatem incêndios florestais, segundo disse hoje a coordenadora do projecto FUMEXP, Ana Isabel Miranda.

O FUMEXP, que teve início em 2008, só ficará concluído em Dezembro deste ano, mas as medições feitas em queimas experimentais na Serra da Lousã já permitem avançar dados que a investigadora considera "preocupantes".

Dez bombeiros de corporações de Albergaria-a-Velha, Castanheira de Pêra, Lousã e Coimbra estão a ser monitorizados no âmbito do projecto, que envolve investigadores das Universidades de Coimbra e Aveiro e da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial.

"Estamos agora a tratar os dados todos, quer dos ensaios experimentais na Lousã, quer das medições em incêndios normais", explicou Ana Isabel Miranda, do Departamento do Ambiente e Ordenamento da Universidade de Aveiro, acrescentando já poder avançar resultados relativos aos ensaios experimentais.


Níveis elevados de alguns poluentes
Segundo a investigadora, "confirma-se que os bombeiros que andaram com o equipamento (de monitorização) estão expostos a níveis bastante elevados de alguns poluentes", quando comparados com os valores recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência de Saúde Ocupacional.

Exemplificou com "as PM2,5 (partículas inaláveis com diâmetro até 2,5 micra), que registaram médias diárias de 730 microgramas por metro cúbico, quando o valor limite recomendado pela OMS é de 25". "No que respeita ao monóxido de carbono, tivemos médias horárias na ordem dos 70 mil microgramas por metro cúbico e o valor recomendado pela OMS é de 30 mil. São valores muito acima", frisou a investigadora, em declarações.

Segundo Ana Isabel Miranda, também os investigadores da Faculdade de Medicina de Coimbra se deslocaram aos ensaios na Serra da Lousã. "Avaliaram antes e depois dos ensaios e também verificaram uma diferença muito grande nos parâmetros médicos que mediram", referiu, acrescentando que se encontram agora "a fazer um estudo mais de longo prazo e envolvendo um número maior de bombeiros".


Máscara pode não ser suficiente
Equipamento disponível

Segundo a coordenadora do FUMEXP, a preocupação agora é "tentar perceber melhor o tipo de equipamento que os bombeiros usam", para no final do projecto serem deixadas sugestões práticas.

"Eles usam aquelas máscaras que supostamente os protegem. Agora vamos tentar ver o equipamento que está disponível no mercado e até que ponto é que protege ou não, porque acredito que retenha algumas das partículas, mas para os gases já não tenho tanta certeza", referiu.

"Vamos cruzar a informação que temos, sobre a localização dos bombeiros quando estão em combate, e a informação da própria equipa médica para ver os efeitos que o equipamento pode ter do ponto de vista de saúde, para depois avançarmos sugestões", acrescentou.

Apesar de a componente experimental do projecto já ter acabado, vai ser pedido aos bombeiros que, no próximo verão, quando saírem para os incêndios, voltem a colocar os sensores. "Pode ser que surja mais informação para juntar à que já temos", justificou. Na opinião de Ana Isabel Miranda, este estudo "era muito necessário, não só em Portugal mas na Europa".

CIÊNCIA HOJE

terça-feira, 9 de março de 2010

EUTANÁSIA O GRANDE DILEMA

A eutanásia é um acto que põe fim a um sofrimento de pessoas que estão em estado terminal.PEnSE sobre o que vai ver,e pode dar a sua opinião,se acha correcto ou não?



domingo, 7 de março de 2010

O SACRIFÍCIO PARA A NOSSA QUALIDADE DE VIDA

MILHARES DE ANIMAIS SÃO UTILIZADOS TODOS OS ANOS PARA EXPERIÊNCIAS LABORATORIAS, NO SENTIDO DE ENCONTRAREM A CURA DE UMA DOENÇA OU SIMPLESMENTE,PARA TESTAR SE AQUELE PERFUME NOS CRIA ALGUMA ALERGIA.PENSE SOBRE AS IMAGENS QUE VAI VER E DIGA SE VALE A PENA O SACRIFÍCIO DE ANIMAIS PARA O NOSSO BEM ESTAR?!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Sismo no Chile terá reduzido duração de dias na Terra

Sismo no Chile terá reduzido duração de dias na Terra
Cálculo foi baseado num complexo modelo computadorizado
2010-03-02




Imagem da Nasa sobre o Chile
Cientistas da Agência Espacial Americana (Nasa), afirmam que o terramoto de magnitude 8,8 graus na escala de Richter que atingiu o Chile, no passado dia 27 de Fevereiro, pode ter reduzido a duração dos dias na Terra.

O artigo da Nasa revela ainda que pode ter alterado o eixo da Terra e reduzido em 1,26 microsegundo (ou 1,26 milionésimo de segundo) em cada dia. Os responsáveis pelo estudo fazem parte da equipa do cientista Richard Gross e realizaram um cálculo por meio de um complexo modelo computadorizado sobre como é que o abalo teria modificado a rotação do nosso planeta.

Richard Gross, autor do estudo, disse que a alteração provocada pelo tremor num dos eixos da Terra foi ainda maior, ou seja, de oito centímetros e que pode ter sido maior do que o observado no sismo que atingiu a Sumatra em 2004, com magnitude de 9,1 graus.

Apesar do sismo que sacudiu o Chile ter sido muito menor do que o da Sumatra, prevê-se que tenha alterado mais a posição do eixo da Terra por dois motivos: primeiro, ao contrário do anterior, localizado perto do Equador, o terramoto chileno aconteceu nas latitudes abaixo dele, o que o torna mais eficaz na mudança do eixo do planeta e, segundo, a falha responsável pelo sismo chileno foi mais profunda e num ângulo ligeiramente mais acentuado.


Ciência hoje

quinta-feira, 4 de março de 2010

A lagarta do Pinheiro: precauções a ter

A lagarta do Pinheiro: precauções a ter
A Processionária (Lagarta do Pinheiro), pode originar graves problemas de saúde pública, devido à acção urticante dos pêlos, que provocam alergias ao homem e animais domésticos. As reacções alérgicas dão-se normalmente ao nível da pele, do globo ocular e do aparelho respiratório, podendo provocar enfraquecimento e vertigens e em situações extremas levar à morte.

A Thaumetophoea pityocampa, vulgarmente conhecida como Lagarta do Pinheiro ou processionária é uma espécie com grande impacto negativo em pessoas, em animais, bem como, nos próprios pinheiros. Encontra-se muito vulgarmente em Portugal devido à presença dos pinheiros nas nossas manchas florestais. Esta praga, além do pinheiro bravo, ataca igualmente outros pinheiros: o silvestre, o laríceo, o manso, o insígne, e o pinheiro de alepo, assim como Cedrus Atlântica, Cedrus Deodara e Cedrus do Libano, como foi comprovado em matas nacionais.
Esta lagarta encontra-se disseminada por todo o País, não sendo raro observarem-se os seus estragos em qualquer região de pinhal. Entre Janeiro e Maio, as processionárias abandonam o pinheiro para se enterrarem no solo, na sequência do seu ciclo de desenvolvimento. Deixando o seu hospedeiro em fila como uma procissão (daí o seu nome) dirigem-se em direcção ao solo onde irão continuar o seu desenvolvimento.

Estas lagartas possuem 8 receptáculos com cerca de 100.000 pêlos urticantes, ao mover-se abre estes receptáculos libertando milhares destes pêlos e aumentando a possibilidade de intoxicação de uma pessoa ou de um animal que entre em contacto com eles. Os pêlos agem como agulhas, injectando as substâncias tóxicas na pele ou mucosas. As crianças por brincadeira e, os cães devido a cheirarem ou morderem as lagartas movidos por curiosidade natural, são os principais afectados.

Caso tenha pinheiros em casa ou nos arredores deve ter alguns cuidados, uma vez que o contacto com as lagartas pode, como já foi referido, causar graves problemas de saúde. Assim, caso detecte ninhos em pinheiros de sua propriedade estes deverão ser destruídos, de forma alguma deve entrar em contacto com eles. Os ninhos devem ser queimados com os cuidados necessários para evitar incêndios e deve colocar-se para que os fumos da combustão não o atinjam pois são igualmente tóxicos.

Publicação em destaque

A tosse de fumador pode esconder problemas de saúde graves

http://ptjornal.com/a-tosse-de-fumante-pode-esconder-problemas-de-saude-graves-62045